Memorial do Rio Tietê e Complexo da Cachoeira em Salto

Que o rio Tietê é um dos mais importantes do estado de São Paulo acho que todo mundo aprendeu em alguma aula de geografia na vida… mas o que poucos sabem é que a maior queda d´água natural desse rio fica em Salto, interior de São Paulo (a 100 km da capital), onde nasci e morei até mocinha , e onde minha família mora até hoje! Eu super confesso que não levava a sério a história de Salto ser uma estância turística, e só nos últimos anos me dei conta das coisas legais que tem por lá para serem visitadas. Houve também uma ajudinha dos últimos prefeitos, que investiram bastante nos pontos turísticos da cidade – um deles foi a recente reabertura da Ilha da Usina, uma ilha no meio do rio Tietê que estava fechada à visitação desde a década de 1920. A ilha faz parte do Complexo da Cachoeira, assim como o Memorial do Rio Tietê, um pequeno museu que exalta a história e a importância do rio na história do Brasil, e a centenária Ponte Pênsil da minha infância (eu morria de medo de atravessar porque balançava muito!). Tudo isso fica atrás de uma antiga fábrica de tecidos, cujo prédio hoje é ocupado por uma faculdade, mas as paredes de tijolinhos da Brasital (esse era o nome da tecelagem) continuam lá, de frente para o rio.

O passeio pelo complexo pode começar pelo Memorial do Rio Tietê que conta, através de painéis e fotos, a importância do rio no desenvolvimento do estado e muitas das histórias e lendas criadas em torno dos acontecimentos que tiveram o rio como cenário.

É impressionante a quantidade de monstros e tesouros perdidos que acreditavam habitar o rio Tietê! Foram também muitos os povoados fundados à sua beira que hoje são cidades bastante importantes economicamente, inclusive a própria capital do estado. E também foram muitas as batalhas travadas em suas águas e no seu entorno, fossem por disputa de território ou de riquezas, ou entre bandeirantes e indígenas.

A entrada é gratuita e vale a visita! Uma aula de História e Geografia, e uma excelente oportunidade de valorizar esse rio tão judiado e poluído

Em seguida pode-se atravessar a famigerada Ponte Pênsil – que ainda balança, mas bem menos que nas minhas memórias de criança – e ver os detalhes das pedras e do rio lá embaixo, e se lamentar muito pela poluição. O cheiro normalmente é forte e há muita espuma pois naquele ponto o rio já passou por São Paulo e carrega muitos dejetos da região metropolitana, assim como uma grande quantidade de plástico (há pouco mais de um ano, num período de seca e rio bem baixo, foi feito um mutirão para retirar o lixo acumulado nas margens – mais de 30 toneladas! – reportagem nesse link aqui).

Atravessando a ponte chega-se no Caminho das Esculturas, de onde se acessa a ponte para a Ilha da Usina. Ali estão vários mapas explicando o entorno e esculturas representando os principais personagens da história local (inclusive a história de pessoas que realmente viveram por ali).

O nome Ilha da Usina refere-se à Usina Hidrelétrica de Porto Góes, construída pela própria Brasital na década de 1920, hoje ainda em funcionamento mas sob administração da EMAE. O canal de descarga formou a ilha, que estava fechada desde a época da construção da usina. O parque inaugurado esse ano, com acesso pela nova ponte, se compõe de cerca de 200 metros de passarelas suspensas sobre a mata, finalizando num auditório. Ao longo do caminho há muitas placas explicativas da fauna e flora da ilha, muito bacana! E o fato de ser uma passarela já dá um ar de aventura, malinhas adoraram.

Achamos um passeio bem legal e que pode ser combinado com outros ali por perto, como o Museu da Cidade de Salto, o Parque Rocha Moutonée e pegando a estrada sentido Indaiatuba, o Museu da Água.

Gostou? Para saber mais de passeios ali da região, confira os posts abaixo:

↪ Parque da Rocha Moutonée e outros passeios em Salto

↪ Roteiro pela cidade pelo blog World by 2Estância Turística de Salto/SP – Brasil



Site da prefeitura de Salto aqui: Prefeitura da Estância Turística de Salto

Mais passeios pelo interior de São Paulo aqui: Interior de São Paulo com crianças – post índice

 

 

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Somos uma família de 4: eu, Cíntia, engenheira de formação mas que sempre gostei de escrever e viajar; marido, que me acompanha nas viagens (mentais ou reais) desde 2009; e nossos 2 malinhas, Letícia e Felipe, atualmente com 12 e 10 anos, que carregamos por todos os lugares desde que ainda estavam na minha barriga. Às vezes somos 5, quando meu enteado, atualmente com 19 anos, nos acompanha – os malinhas amam quando o irmão mais velho está junto!

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