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Como é o Zooparque Itatiba no interior de SP

Conteúdo atualizado em 25 de janeiro de 2024

Um dos nossos lugares preferidos para um passeio de um dia, o Zooparque Itatiba é um programa perfeito para a família toda. Além de ser um zoológico no sentido tradicional, conta com uma programação variada voltada à educação ambiental e preservação do meio ambiente.

Há um bom tempo que a grande maioria dos zoológicos deixou de ser um amontoado de animais somente para apreciação. Eles passaram a ter um papel importante no resgate e reabilitação de animais silvestres, bem como uma participação importante na preservação de espécies ameaçadas de extinção. No Brasil já há vários zoos e parques que trabalham assim – e o Zooparque é um deles.

Fundado por empresários europeus, a ideia dos proprietários era trazer para o Brasil um modelo já bastante explorado na Europa: um espaço de lazer que também promovesse consciência ambiental. Inclusive o Zooparque tem um “irmão” na Áustria (o que explica o fato de todas as placas do zoo estarem em português, inglês e alemão ), com os mesmos proprietários e diretoria, com quem colabora ativamente na troca de profissionais, melhores práticas e até intercâmbio de animais.

Temos um carinho especial por esse lugar pois além de já termos ido lá várias vezes, foi um dos primeiros passeios que fizemos assim que os lugares foram reabrindo durante a pandemia – foi um respiro e tanto poder sair de casa depois de meses!

>> Leia também: O que fazer em Atibaia <<

Como é o Zooparque Itatiba

Como já dito acima, o Zooparque Itatiba é um zoológico particular, que ocupa uma área de 500 mil m2 de mata atlântica na cidade de Itatiba, a cerca de 80 km de São Paulo, e tem mais de mil animais de 180 espécies diferentes. 

Além da trilha principal, que tem cerca de 3 km de extensão, há as trilhas temáticas (Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia), um Minizoo, com animais de fazenda (porcos, coelhos, cabras) e o Jardim Sensorial, uma mistura de horta e pomar, com árvores frutíferas de várias espécies e ervas de todos os tipos, ao alcance das mãos.

Nas férias e feriados há sempre uma programação especial que fica afixada na entrada, com os horários – no sábado em que fomos as principais atrações eram os momentos de alimentação de vários tipos de animais.

E uma das atrações mais bacanas, inaugurada logo após a reabertura do zoo em 2020, é o Museu Viagem pela Evolução e Biodiversidade, com um acervo incrível e que faz a alegria de quem ama dinossauros.

O Zooparque também conta com um restaurante (logo na entrada) e duas lanchonetes (uma na entrada e outra perto da área dos elefantes), assim como aquela lojinha básica . Tem também um playground super bacana, com uma mini-tirolesa e um escorregador gigante, acessado pela boca de uma cobra gigante (!), onde ficamos um tempão antes de ir embora.

playground do Zooparque

O passeio pode começar pelo Minizoo, uma espécie de mini-fazendinha, onde pode-se acompanhar o momento de alimentação dos animaizinhos. Essa área fica separada da trilha, do lado direito da entrada. Os tratadores dão folhinhas de verdura para que as crianças possam alimentar diretamente as tartarugas, coelhos, cabritinhos – nem preciso dizer que os malinhas amaram essa parte!

Ao lado do Minizoo fica o Jardim Sensorial, uma área verde linda com ervas aromáticas ao alcance das mães e diversas árvores frutíferas. A vista dali também é bem bonita.

Jardim Sensorial

Dali retorna-se à entrada e segue-se pela trilha principal, que já começa com um recinto onde os pássaros ficam soltos. Me lembro de, nas visitas anteriores, haver tucanos ali, mas dessa vez eram outras espécies.

A trilha não é difícil mas não é pavimentada, o que dificulta um pouco levar um carrinho de bebê – dizemos isso por experiência própria. Há vários locais panorâmicos e placas informando sobre os animais em cada espaço (espécie, origem, reprodução, alimentação, nível de ameaça). O bacana é que em muitos pontos se aproveitou o desnível do terreno para que seja possível ter um outro ângulo de visão dos mesmos espaços.

Em alguns pontos da trilha principal partem as trilhas temáticas dos biomas, com várias placas informando sobre os principais animais, fauna e flora típicos, espécies ameaçadas de extinção… Uma das mais bacanas é a da Mata Atlântica, que é exatamente o bioma onde o zoo está, onde há pegadas nos degraus, uma plaquinha onde é possível comparar a nossa “pegada” ao dos animais, e um espelho mostrando nossa responsabilidade na preservação das espécies.

Os animais grandes exercem um fascínio por aqui (acho que na maioria das crianças) e tivemos sorte de chegar no espaço dos elefantes no momento exato da alimentação deles, que dividem a mesma área com os hipopótamos e os búfalos. Aprendemos muito com o tratador, um senhor simpaticíssimo com sotaque da roça – por exemplo, que a principal causa de morte nos hipopótamos são infecções que começam na boca, por isso é importante que ela seja examinada com frequência para que qualquer infecção seja tratada logo no início. Para facilitar esse processo, eles condicionaram os animais a esperar as refeições após o toque de um sininho – e foi mesmo só tocar o sininho que a família de hipopótamos toda (pai, mãe e filhinha) abriu a bocarra para ganhar repolhos!

Os malinhas amaram também chegar pertinho dos rinocerontes e das girafas, assim como ver os filhotinhos de tigre siberiano que nasceram ali e ainda nem tinham nome.

Um dos espaços finais da trilha é também um dos mais bonitos, onde os lindos guarás ficam soltos e pudemos ver os ninhos cheios de filhotinhos no alto das árvores (e eles dando rasante nas nossas cabeças).

No final da trilha também fica a maternidade, onde é possível ver de pertinho filhotinhos de tartaruga e algumas espécies de cobras. Os dois malinhas adoram répteis e anfíbios e grudaram o nariz no vidro!

Por fim, chega-se ao espaço Viagem pela Evolução e Biodiversidade do Mundo. Por conta da pandemia, o Zooparque fechou em abril/20 e só retornou às atividades em agosto/20. O museu, cuja inauguração estava prevista para abril, acabou sem inauguração oficial e foi aberto junto com as demais atrações. Durante esse período fechado, o Zooparque promoveu várias lives, mostrando como estava ficando o novo espaço. Fomos acompanhando até que finalmente chegou o momento de conhecê-lo!

Mas afinal, como ficou esse museu? A proposta do local é mostrar a evolução da Terra e seus aspectos biológicos, assim como abordar a imensa biodiversidade do planeta. Ele tem dois níveis, sendo que no primeiro piso é abordada a origem da vida e as diversas eras pelas quais nosso planeta passou – e é onde ficam muitos esqueletos de dinos, sendo a estrela maior a réplica de um carcaradontossauro em tamanho real. Ali ficam também as réplicas da fauna de vários continentes, com animais taxidermizados em posições super realistas, e também uma explicação da evolução do homem. No piso superior ficam os ambientes gelados da Terra, como a Planície dos Mamutes, e ao final os ambientes das Américas do Norte e do Sul há alguns milhões de anos.

piso superior do Zooparque

O projeto do museu contou com a colaboração de entidades internacionais, do Museu de História Natural de Taubaté (que conhecemos e já fomos várias vezes, tem post aqui: CONHEÇA COM A GENTE O MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE TAUBATÉ) e do Museu de Zoologia da USP (post aqui: PASSEIOS ANIMAIS EM SÃO PAULO: MUSEU DE ZOOLOGIA DA USP E INSTITUTO BUTANTAN). Sei que meu pequeno dinolover aprovou e recomenda!

Onde fica o Zooparque Itatiba

O Zooparque fica na cidade de Itatiba, a cerca de 90 km de São Paulo e 40 km de Campinas.

O acesso é feito a partir do km 95,5 da Rod. D. Pedro I.

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Horários, preços e mais informações sobre o Zooparque Itatiba

Todas as informações de horários de funcionamento, ingressos, programações especiais e visitas diferenciadas podem ser consultadas no site Zooparque.

Há estacionamento no local, pago à parte.



Resumo e dicas para o passeio no Zooparque Itatiba

  • Programa bem bacana para fazer em família e para excursões escolares – nossa malinha mais velha já foi com a escola há alguns anos e amou, pois o zoo tem programação diferenciada para grupos escolares.
  • É bom tirar uma foto da programação do dia logo na entrada, para não perder os horários.
  • Os preços na lanchonete não são absurdos, mas dá pra economizar levando lanche e água de casa. Há alguns bebedouros ao longo da trilha onde é possível se reabastecer.
  • Aquela dupla de sempre, repelente e filtro solar, são fundamentais – há bastante sombra nas trilhas, mas também vários trechos descampados.
  • Todo mundo sabe e no zoo há vários avisos, mas não custa lembrar: nunca alimente os animais! Há toda uma preocupação e um cuidado com a alimentação deles, não ponha em risco sua saúde, por maior que seja a tentação de fazê-los chegar pertinho para uma foto.

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Somos uma família de 4: eu, Cíntia, engenheira de formação mas que sempre gostei de escrever e viajar; marido, que me acompanha nas viagens desde 2009; e nossos dois malinhas, Letícia e Felipe, atualmente com 14 e 11 anos, que carregamos por todos os lugares desde que ainda estavam na minha barriga.

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11 respostas

  1. Amei demais esse post. Que dica maravilhosa para um passeio em família. Certeza de que faz a alegria das crianças de todas as idade! Eu vou adorar conhecer!

  2. Adorei as informações sobre o Zooparque e a proposta dele! Aprecio muito esse tipo de iniciativa e de passeio em família. Estamos planejando um breve retorno ao interior de São Paulo e Itatiba está na nossa lista, e por isso estou coletando alguns pontos turísticos. Adorei encontrar esse zoo, já está na nossa lista! Obrigada!

    1. Nós também achamos! Acredito que a maioria dos zoos e parques está mudando para esse modelo mais alinhado com sustentabilidade e preservação ambiental.

  3. Como as crianças adoram natureza e animais, este parque foi a melhor pedida para um dia de passeio em família, não é?
    A parte que eu menos gosto em parques assim é a das cobras, rsrs, mas as crianças amam e entendo perfeitamente a curiosidade delas.
    Ótima dica para um maior contato com os bichinhos, gostei!

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