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Visita à “Encantada”: o Museu Casa de Santos Dumont em Petrópolis

Conteúdo atualizado em 7 de agosto de 2023

Uma das atrações mais bacanas de Petrópolis, na serra do Rio, é o Museu Casa de Santos Dumont – ou “Encantada”, como o próprio Santos Dumont batizou sua casa de verão no Brasil. Embora vivesse a maior parte do ano fora do país, era nessa casa, construída em 1918 no morro do Encanto, que o genial engenheiro e inventor se hospedava quando vinha ao Brasil.

A casa, cheia de detalhes que mostram muito da personalidade de seu proprietário, foi desenhada e planejada por Alberto Santos Dumont com ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras, e devido à sua localização foi carinhosamente apelidada de “A Encantada”.

>> Leia também: Roteiro de 4 dias em Petrópolis

Um pouco sobre Santos Dumont

Alberto Santos Dumont, aquele cara conhecido como “pai da aviação”, foi engenheiro e inventor dos mais geniais. Nascido em 1873 no interior de Minas em família bastante endinheirada, desde pequenininho mostrou uma obsessão por tecnologia e motores e não sossegou até ter sucesso em fazer objetos mais pesados que o ar voarem.Começou por ser o primeiro a projetar, construir e voar em balões dirigíveis com motor a gasolina; depois passou a perseguir o sonho de construir um avião, ou melhor, um aparelho voador dirigível, sonho esse que se realizou com o voo bem sucedido do seu 14 Bis nos céus de Paris, em 1906 – embora ele ainda não fosse motorizado, o que se concretizou no mesmo ano, quando Santos Dumont adicionou um motor à mesma estrutura do famoso 14 Bis.

Sobre a “Encantada”

Como todo gênio, Santos Dumont era um tanto excêntrico e cheio de manias e amava pôr em prática suas invenções. Foi o que ele fez na casa da Rua do Encanto (daí o nome “Encantada”), em Petrópolis, seu refúgio quando estava no Brasil – encravada no alto de um morro, a visita já começa quando pisamos em um dos inúmeros detalhes: a escada cujos degraus obrigam que se comece a subir com o pé direito. E não pense que isso foi só um capricho de projeto! Muitas das inovações da casa são para otimizar o espaço ao máximo, uma vez que a área é pequena e seu dono era adepto do estilo minimalista – caso das escadas que, construídas dessa maneira, ocupam uma área muito menor que escadas convencionais.

A casa é mesmo bem pequena e a sala principal também funcionava como quarto e sala de jantar, adaptando os poucos móveis existentes. Hoje ali ficam expostos documentos, objetos pessoais e projetos de Santos Dumont, inclusive aquele famoso chapéu panamá de abas amassadas que era sua marca registrada. 

Entre as várias curiosidades nos detalhes da casa, uma das mesas é também uma cama – ele tirava a tampa para dormir e colocava de volta durante o dia – e o chuveiro, formado por um balde e um aquecedor que misturava água quente e fria. Uma das razões para Santos Dumont ter inventado esse protótipo de chuveiro num tempo em que todas as casas tinham banheiras é que o tamanho do banheiro não permitia que se instalasse uma banheira. Outra curiosidade da casa é que não tinha cozinha e todas as refeições vinham do Palace Hotel, atual prédio da Universidade Católica de Petrópolis.

Sobre o telhado da casa fica o observatório de Santos Dumont, que no final da vida dedicava grande parte do seu tempo à astronomia, mas essa área não fica aberta à visitação. Já nos fundos fica o Centro Cultural 14 bis, onde ficam maquetes da casa e do 14 bis e uma salinha onde é possível assistir a um curta-metragem sobre a vida dele, contado em primeira pessoa por um ator.

Nos fundos do centro cultural ficam as imagens em azulejos retratando momentos importantes das invenções de Santos Dumont, como o contorno da torre Eiffel no dirigível e o voo do 14 Bis nos céus de Paris. Ali também ficam alguns banners contando outros aspectos de sua vida, como a imensa tristeza que sentiu ao ver que seu invento tão querido, o avião, estava sendo utilizado com fins bélicos na 1a Guerra Mundial. Não foi divulgado mas Santos Dumont se suicidou aos 59 anos, possivelmente devido a essa decepção e ao seu já delicado estado de saúde, por conta da esclerose múltipla que o afligia há alguns anos.

De qualquer modo, apesar do final triste de sua vida, vale exaltar a vida e as inúmeras realizações desse brasileiro tão genial, que é exatamente o intuito do museu. Ao final da visita saímos com uma sensação de orgulho imensa por ele.

O museu fica Rua do Encanto, 22 – Centro Histórico de Petrópolis. Informações sobre o funcionamento, horários e preços podem ser encontradas na página do Instagram @casasantosdumont.

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Confira também todos os nossos posts sobre Petrópolis:

> No estado do Rio de Janeiro há outras cidades históricas bacanas – O blog Diário de Viajante tem um post bacana sobre O que fazer em Bananal: Fazendas de Café e outros atrativos e nós temos um post com roteiro de um fim de semana em Vassouras.


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19 respostas

  1. É realmente um passeio muito bacana para os pequenos! Quem não fica fascinado por ver de pertinho onde morou o inventor do avião, não é mesmo?

  2. Que post maravilhoso! Eu ainda não conheço o Museu Santos Dumont e já coloquei na minha lista de atrativos da cidade. Estivemos em Petrópolis sem a nossa filha por um final de semana e não aproveitamos todos os atrativos. Voltaremos em breve e com certeza o Museu estará em nossas prioridades! Amei a dica e amaremos conhecer! Obrigada!

  3. Passeio imperdível em Petrópolis, com certeza levaria as crianças para conhecer o Museu Casa de Santos Dumont. Além de conhecer a história desse personagem brasileiro tão importante, deve ser divertido saber das suas invenções, rs.

  4. Adorei visitar com meus filhos esse Museu que foi a Casa desse gênio Santos Dumont. Revivi nossa visita lendo seu post tão completo

  5. Hoje avalio que das vezes que estive em Petrópolis não dei o devido valor a esse espaço. Achei que devia ser um lugar muito pequeno e que não valia a visita. Como moro no Rio tenho a possibilidade de corrigir essa falha. Com a leitura do seu post fiquei motivada a conhecer. Além do valor histórico tem também coisas curiosas. Muito interessantes as soluções que ele criou. Ótimo post, beijocas

  6. Visitei o Museu Santos Dumont há vários anos, ainda na adolescência…
    Na época já achei super interessante, mas gostaria de revisitá-lo hoje, com mais maturidade para compreender a obra do gênio que foi esse homem.
    Adorei rever o museu pelo teu post!

  7. Adorei o seu post sobre a visita ao museu da Casa de Santos Dumont em Petrópolis. Como você sai da visita com orgulho desse genial brasileiro.

  8. Depois de ter conhecido algumas cidades do RJ fiquei com muita vontade de conhecer também Petrópolis e o Museu Santos Dumont. Legal saber como é a visita! Obrigada pelas dicas 🙂

  9. Acho encantador (trocadilho com o nome da casa, haha) manterem esse espaço musealizado em homenagem a esse génio brasileiro. Imagina uma casa sem cozinha?! Para além de todas as curiosidades, que revelam a paixão pela resolução de problemas, ainda há o Centro Cultural 14 bis. Nunca estive em Petrópolis, mas se um dia visitar, certamente vou incluir a Casa Museu de Santos Dumont no roteiro

  10. Puxa, não sabia que Santos Dumont tinha se suicidado, que triste. Ainda não fui a Petrópolis, mas o museu Santos Dumont está na lista de coisas imperdíveis pra fazer.
    E que gostoso ver seus malinhas tão pequenos, Cintia. Beijos

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